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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

macaco prego

O termo macaco-prego é atualmente a designação genérica da antiga espécie de macacosCebus apella. Suas várias subespécies são hoje consideradas espécies distintas.

Localização

Os macacos-prego vivem nas Américas (cerca de 60% vivem no Brasil)


Alimentação


Alimentam-se de frutos, nozes, sementes, flores, insetos, ovos e pequenos vertebrados. Podem viver em bandos de até 50 indivíduos. Os macacos-prego são considerados os primatas mais inteligentes das Américas. É o único primata neotropical que frequentemente utiliza ferramentas em ambiente natural. As ferramentas mais comuns são pedras utilizadas para quebra de frutos encapsulados (cocos), também utilizam varetas para capturar larvas de insetos e mel de ocos de árvores, e pedras para cavar o solo em busca de raízes comestíveis.

Predadores


Existem relatos que são capturados por tipo de Gavião chamado de Gavião Pega Macaco ou Uiraçu-falso (Morphnus guianensis). Outros tipos de predadores são: cobras da família da jiboia, águias como a harpia e alguns felinos de porte maior que ele.


Reprodução


Ocorre uma vez ao ano, com uma única cria (gêmeos são raros), cujo período de gestação é de cerca de 6 meses. Os adultos pesam entre 1,1 kg e 3,3 kg, enquanto os filhotes têm peso de cerca de 260 gr.


Especiação


O macaco-prego faz parte da família dos cebídeos, de hábito diurno e arborícola, e é encontrado desde a Venezuela até o Rio Grande do Sul.. As espécies possuem uma grande variação na coloração da pelagem, variando de amarelo-claro até marrom-escuro, o alto da cabeça, pernas e cauda são sempre numa tonalidade mais escura, a cauda é preênsil.


Espécies (antigas subespécies de C. apella)



  • Cebus sp
    • Cebus apella
    • Cebus libidinosus
    • Cebus nigritus
    • Cebus macrocephalus
    • Cebus cay
    • Cebus robustus
    • Cebus xanthosternos







domingo, 23 de janeiro de 2011

papagaio







O papagaio (também conhecido como louro) é uma das muitas aves pertencentes à ordem dos Psitaciformes, família Psittacidae; vivem cerca de 100 anos e regra geral, acasalam para a vida. Os papagaios têm como característica um bico curvo e penas de várias cores, variando muito entre as diferentes espécies. Alguns papagaios são capazes de imitar sons e, inclusive, a fala humana. A família Psittacidae inclui também as araras, piriquitos, maracanãs, jandaias, piriquitões e apuins.



Algumas espécies

Gênero Amazona
Papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha)
Papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva)
Papagaio-de-hispaniola (Amazona ventralis)
Papagaio-de-porto-rico‎ (Amazona vittata)
Papagaio-de-santa-lúcia (Amazona versicolor)
Papagaio-de-são-vicente (Amazona guildingii)
Papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea)
Papagaio-do-mangue (Amazona amazonica)
Papagaio-galego (Amazona xanthops): provavelmente extinto no estado de São Paulo.
Papagaio-charão (Amazona pretei)
Papagaio-grego (Amazona amazonica)
Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis)
Papagaio-moleiro (Amazona farinosa)
Gênero Cyanoliseus
Papagaio-da-patagónia (Cyanoliseus patagonus)
Gênero Eos
Papagaio-escarlate (Eos bornea)
Gênero Psittacus
Papagaio-cinzento (Psittacus erithacus)

leão

O leão (do latim leone) (Panthera leo) é um dos quatro grandes felinos no gênero Panthera, e um membro da família Felidae. Com alguns machos excedendo 250 kg em peso, ele é o segundo maior felino vivente depois do tigre. Leões selvagens existem atualmente na África Subsaariana, e na Ásia com uma população reminescente em perigo crítico, na Floresta de Gir na Índia, tendo desaparecido da África do Norte e do Sudoeste Asiático em tempos históricos. Até o Pleistoceno tardio, o qual foi há cerca de 10 000 anos, o leão era o mais difundido grande mamífero terrestre depois dos humanos. Eles eram encontrados na maior parte da África, muito da Eurásia, da Europa Ocidental à índia, e na América do Yukon ao Peru.
Leões vivem por volta de 10-14 anos na natureza, enquanto em cativeiro eles podem viver mais de vinte anos. Na natureza, machos raras vezes vivem mais do que dez anos, visto que ferimentos sofridos em combate contínuo com machos rivais reduzem sua longevidade. Originalmente era encontrado na Europa, Ásia e África. Tais felinos possuem coloração variável, entre o amarelo-claro e o marrom-escuro, com as partes inferiores do corpo mais claras, ponta da cauda com um tufo de pêlos negros (que encobrem um esporão córneo, para espantar moscas) e machos com uma longa juba. Há ainda uma raridade genética de leões brancos, que apresentam dificuldades de sobrevivência por se destacarem nas savanas ou selvas, logo, tendo imensas dificuldades de caça. São exclusivos da reserva de Timbavati, localizada no Parque Nacional Kruger, na África do Sul.
Os leões estão muito concentrados atualmente nas savanas reservadas, onde caçam principalmente grandes mamíferos, como antílopes, zebras, javalis; um grupo abate um búfalo-africano entretanto, se o bando estiver faminto pode abater um elefante jovem, na maioria das vezes, e que esteja só. Também é frequente o confronto com hienas, estando estas em bandos ou não, por disputa de território e carcaças.
O leão é apelidado de o "rei dos animais" por se encontrar - em condições naturais e normais - no topo da cadeia alimentar dos animais que habitam em terra seca. Apesar disso, são os felinos mais sociáveis do mundo: um grupo pode possuir até quarenta indivíduos, composto na maioria por fêmeas.

Etimologia

Nas línguas românicas, o nome do leão deriva do latim leo. Grécia antiga λέων (leão). Na língua hebraica, a palavra lavi (לביא) também está relacionada a essa etimologia, bem como o rw do Egito antigo. Em seu Systema Naturae, Carolus Linnaeus descreveu a espécie como Felis leo, no século XVIII. A designação científica genérica, Panthera leo, talvez seja derivada do grego pan- ("todos") e ther ("besta"), mas talvez seja essa uma etimologia mais popular do que acadêmica. Sob origem da Ásia Oriental, Panthera leo pode significar "o animal amarelado ", ou até "branco-amarelo".

Classificação

O leão apresenta varias subespécies, algumas delas extintas.
Panthera leo azandica - NE Congo
Leão-do-catanga (Panthera leo bleyenberghi) - Katanga
Leão-congolês (Panthera leo hollisteri) - Congo
Leão-sul-africano (Panthera leo krugeri) - África do Sul
Leão-do-atlas (Panthera leo leo) † - Norte de África, extinto na natureza em 1922
Leão-massai (Panthera leo massaicus) - Quénia
Leão-do-cabo (Panthera leo melanochaita) † - África do Sul, extinto em 1860
Leão-núbio (Panthera leo nubica) - Leste africano
Leão-asiático (Panthera leo persica) - Antigamente espalhados da Turquia à Índia central e do Cáucaso ao Iêmen, porém hoje restrito à floresta de Gir no noroeste da Índia, aonde restam não mais do que 300 exemplares.
Leão-europeu (Panthera leo europaea) † - extinto desde 100 d.C. Habitava a área mediterrânea da Europa (de Portugal à Bulgária e da França à Grécia). Status como subespécie ainda não confirmado; pode ser sinômino de Panthera leo spelaea ou Panthera leo persica.
Leão-etíope (Panthera leo roosevelti) - Abissínia
Leão-senegalês (Panthera leo senegalensis) - Senegal
Leão-somaliano (Panthera leo somaliensis) - Somália
Leão-do-sudoeste-da-áfrica (Panthera leo verneyi) - Kalahari
Leão-americano (Panthera leo atrox ou Panthera atrox) † - América do Norte, extinto no Plistocénico
Leão-das-cavernas (Panthera leo spelaea) † - Europa e Ásia (centro e norte), extinto no Plistocénico
Panthera leo fossilis † - Europa, extinta da Pleistoceno

Aparência

Possuem uma pelagem amarela, a juba varia de acordo com os hormônios, quanto mais escura a juba mais hormônios o macho tem sendo provavelmente o macho dominante. A cauda, com um tufo na ponta, além de servir para espantar moscas serve também para determinar seu humor, quando ela está para baixo significa que o leão está calmo, já quando ela está movientando-se rapidamente para os lados, o leão ja está bravo e prestes a atacar.
O leão macho é facilmente reconhecido pela sua juba. No entanto, existe em Angola uma subespécie quase extinta, em que nenhum dos indivíduos possui juba. Seu peso varia entre as subespécies, num intervalo de 150 kg a 250 kg, raramente ultrapassando esse peso na natureza. As fêmeas são menores, pesando entre 120 kg e 185 kg. São dos maiores felinos vivos, menores apenas do que os tigres-siberianos e tigres-de-bengala: os machos medem entre 230 e 370 cm, e as fêmeas, entre 210 e 230 cm. Podem correr numa velocidade aproximada de 50 km/h, mas somente em pequenas distâncias.
Quando filhotes, machos e fêmeas têm a mesma aparência; no decorrer do crescimento, os machos adquirem as jubas. Chegando à maturidade sexual, os machos novos optam por viver sozinhos ou disputar a liderança do grupo.

Distribuição geográfica

O território do leão em épocas históricas compreendia toda a África, Oriente Médio, Irão, Índia e Europa (de Portugal à Bulgária e do sul de França à Grécia).
Hoje ainda se podem encontrar leões na África sub-saariana, mas populações significativas só existem em parques nacionais na Tanzânia e África do Sul. A subespécie asiática consiste hoje apenas de cerca de 300 leões que vivem num território de 1412 km² na floresta de Gir, noroeste da Índia, um santuário no estado de Gujarat.
Os leões foram extintos na Grécia por volta do ano 100 d.C. e no Cáucaso, seu último local na Europa, por volta do século X, mas sobreviveram em considerável número até o começo do século XX no Oriente Médio e no Norte da África. Os leões que viviam no Norte da África, chamados de leões bárbaros, tendiam a ser maiores que os leões sub-saarianos, tendo os machos jubas mais exuberantes. Talvez viessem a ser uma subespécie de leão, o que não foi confirmado.

Hábitos

Esses grandes felinos vivem em bandos de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Em um bando, há divisão de tarefas: as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela demarcação do território e pela defesa do grupo de animais maiores ou mais numerosos (como eventuais ataques de hienas, búfalos e elefantes).
São exímios caçadores de grandes herbívoros, como a zebra e o gnu, mas sabe-se que comem quase todos os animais terrestres africanos que pesem alguns poucos quilogramas. Como todos os felinos, têm excelente aceleração, mas pouco vigor. Por isso, usam tácticas de emboscada e de ação em grupo para capturar suas presas. Muitos leões desencadeiam o ataque a 30 metros de distância da presa. Mesmo assim, muitos animais ainda conseguem escapar. Para sobreviver, um leão necessita ingerir, diariamente, cerca de 5 quilos de carne, no mínimo, mas caso tenha a oportunidade, consegue comer até 30 quilos de carne numa só refeição. Isto acontece porque nem sempre os leões são bem sucedidos, e, logo, sempre que o são, aproveitam toda a carne disponível para não precisarem voltar a caçar tão cedo.
Apesar do fato das fêmeas efetuarem a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes. Dois fatores os impedem de caçar tantas vezes quanto as fêmeas: o principal é o seu tamanho, que os tornam muito fortes, porém menos ágeis e maiores gastadores de energia; outro fator, de menor relevância, é sua juba, que sobreaquece os seus corpos, deixando-os mais rapidamente exaustos.
As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extenso território. É sabido, porém, que tanto machos como fêmeas passam de 16 a 20 horas diárias em repouso, num regime de economia de energias, uma vez que seu índice de sucesso em caças é de apenas 30%.
As fêmeas precisam de um tempo extra para caçar, porque os machos não cuidam dos filhotes. As leoas formam bandos de dois a dezoito animais da mesma família, o que as caracteriza como o único felino realmente social. Apesar de a caça em grupo ser mais eficiente do que a caça individual, sua eficácia não é tão compensadora, já que, em grupo, é preciso obter mais alimento para nutrir a todos. É mais provável que a socialização das fêmeas vise a proteger os filhotes contra os machos.

Ataques contra humanos

Enquanto um leão faminto provavelmente irá atacar um humano que esteja próximo, normalmente os leões preferem ficar longe da presa humana. O mais famoso caso de leões devoradores de homens foi o ocorrido em Tsavo, no Quênia, em dezembro de 1898. Dois machos Manelless de cerca de 3 metros de comprimento foram responsáveis por mais de 140 mortes em menos de um mês. Cada um dos animais Os leões entravam dentro das cabanas dos moradores, que eram mortos e arrastados até a caverna onde os leões viviam, tranformando a vida em um perfeito estado de horror. Segundo o Coronel John Patterson, o fato mais atormentador era que os leões eram extremamente inteligentes. Suas formas de atacar e de se esquivar das armadilhas eram coordenadas e perfeitamente estratégicas e eficazes, incomuns à qualquer animal. Os moradores da região alegavam que os leões eram na verdade espíritos de dois chefes indígenas que eram contra a construção da ferrovia, e por isso atacavam a região da ferrovia na forma de leões. As mortes só cessaram quando Patterson conseguiu matar os leões. O primeiro, na noite de 9 de dezembro de 1989, e o segundo na manhã de 29 de dezembro, quase tendo sido devorado na segunda caçada. O fato foi retratado no livro The Man-Eaters of Tsavo, da autoria de John Patterson e no filme A Sombra e a Escuridão, de Stephen Hopkins. Houve outros casos de ataques à humanos, como os Leões de Merfuwe. Em ambos os casos, os caçadores que encararam os leões escreveram livros detalhando a "trajetória" dos leões como devoradores de homens. No folclore africano, leões devoradores de homens são considerados demônios.
Há também ataques ocorridos fora do meio ambiente natural do animal, como a Tragédia do Circo Vostok, no Brasil, no qual leões famintos atacaram e mataram uma criança.

Status de conservação

Desde a antiguidade o leão vem sofrendo extinções territoriais: Europa Ocidental (ano 1), Europa Oriental (ano 100), Cáucaso (século X), Palestina (século XII), Líbia (1700), Egito (década de 1790), Paquistão (1810), Turquia (1870), Tunísia e Síria (1891), Argélia (1893), Iraque (1918), Marrocos (1922), Irã (1942), dentre outras. Ainda no final do século XIX estava quase extinto da Índia.
Uma série de fatores se acumulam para ameaçar a continuidade da existência dos leões: seu número populacional reduzido, a constante redução de seus territórios e a caça indiscriminada são os principais. No continente africano, o mais grave fator a contribuir à sua extinção tem sido o abate retaliativo dos seres humanos: uma ampla cultura de gado favorece ataques ocasionais dos leões aos animais dos fazendeiros, que os perseguem e matam quando isso acontece. A caça, tanto ilegal como legal (pois é permitida em vários países do continente africano) também tem sido fator muito grave: por viver em grandes bandos e em áreas abertas, é mais fácil de ser caçado do que tigres e leopardos, pois sendo estes de mais difícil localização, torna-se o leão o maior alvo da caça indiscriminada.

Simbologia

Poucos animais possuem presença tão marcante como símbolo.
O Leão é um dos doze signos do zodíaco.
O Leão é uma das principais figuras utilizadas na heráldica, podendo ser visto nos brasões de armas de diversos países e famílias nobres.
O leão é conhecido como o Rei dos Animais, e assim é retratado em muitas histórias infantis, como O Rei Leão e O gato de botas.
Sua imagem é normalmente associada ao poder, à justiça e à força, mas também ao orgulho e à autoconfiança.
O leão também é um símbolo solar.
O Estado de Pernambuco tem como mascote o leão, presente em seu Brasão, apelidado de Leão do Norte
No livro das revelações, o Leão de Judá é o Messias: "Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos." (Apocalipse 5:4-6). O leão também aparece no estandarte da tribo de Judá.
O leão é o símbolo do Sporting Clube de Portugal, inserido no centro do emblema do clube com sede em Lisboa, um dos 3 grandes de Portugal.
O leão é o símbolo maior do Fortaleza Esporte Clube, nacionalmente reconhecido também pelas alcunhas de Leão do Pici e Tricolor de Aço. Do mesmo modo, sua torcida uniformizada, Leões da TUF adota o leão como mascote.
O leão é o mascote do Sport Club do Recife desde 1919, quando ganhou o Campeonato Leão do Norte, na Pará, cujo troféu era um leão imponente.
O leão é também mascote do Esporte Clube Vitória, devido aos leões de pedra que ficavam na entrada da mansão dos seus fundadores, os irmãos Valente, no Corredor da Vitória, em Salvador, razão pela qual o time tem o epíteto de Leão da Barra.
O leão é a mascote e um dos maiores símbolos do Clube do Remo, sendo também reconhecido como Leão Azul Paraense.
Como símbolo do safári africano, pertence ao grupo de animais selvagens chamado de big five, correspondente aos 5 animais mais difíceis de serem caçados: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.
No Brasil, devido à veiculação, em 1979, de uma campanha publicitária sobre a ação fiscalizadora da Receita Federal nas declarações de Imposto de Renda, em que aparecia o animal, tornou-se uma metáfora frequentemente usada pelos meios de comunicação para simbolizar aquela autarquia ("prestar contas com o Leão", "Leão do Imposto de Renda").

Salamandra

As Salamandras são anfíbios e nadam como serpentes, graças aos movimentos da cauda. São cerca de 400 espécies, dos mais variados tamanhos: desde alguns poucos centímetros até a Salamandra Gigante (Megalobatrachus japonicus) que chega a 1,60 m.

Algumas Salamandras apresentam um colorido surpreendente que faz qualquer um parar para apreciar. As cores mais freqüentes são o amarelo, o vermelho, o azul e o preto. E, se bem cuidadas, vivem de 20 a 25 anos.Seu habitat é em riachos de águas frias e normalmente hibernam durante o inverno. Cerca de 70% delas prefere a vida na terra.

O ambiente ideal para se ter uma Salamandra em casa deve ser uma espécie de aquário, que conte com partes de terra firme, ou seja, um terrário úmido. Para dois ou três exemplares, a medida padrão é 40 cm x 30 cm x 30 cm. Metade do espaço interno é ocupado por terra firme e metade por água, de uns 12 cm de profundidade.

É aconselhável colocar plantas, tanto na parte aquática como na terrestre, à vontade. A temperatura nunca deve ultrapassar os 23ºC, as paredes e o teto (construídos em vidro) têm que estar livre de frestas ou aberturas pelas quais os animais possam escapar e, finalmente, é necessário que se providencie algum tipo de rampa (um pedaço de madeira) para que as Salamandras consigam entrar e sair da água com facilidade.

Estes anfíbios se alimentam de coração de boi em pequenas tiras, artêmias adultas, tubifex, larvas de insetos, entre outros. Os insetos devem ser a primeira escolha para os exemplares recém-adquiridos que estejam recusando alimentos.

Para que a Salamandra dificilmente adoeça, os alimentos não podem se deteriorar, principalmente na água, onde provocam a proliferação de grande quantidade de bactérias que causam doenças.

A reprodução em cativeiro é rara, e só acontece quando macho e fêmea foram apanhados, já adultos, na natureza. Geralmente, o macho tem a cloaca maior e sua crista da cauda é mais colorida e exuberante que a da fêmea, que pode mesmo não apresentá-la.

CUIDADO!

As salamandras são muito venenosas, possuindo por toda a pele glândulas com uma toxina irritante de mucosas. Algo parecido com a bufotelina, existente nos Sapos. Portanto, não devem ser ingeridas e nem manipuladas com dedos feridos. Não se deve, também, esfregar os olhos após tocá-las.


Origem e História

Após o surgimento da vida no planeta, os anfíbios (da classe zoológica Amphibia) foram os primeiros animais que se aventuraram terra adentro. E até hoje, como são inúmeras as formas da vida animal, eles conservam a sua ambigüidade: vivem, respiram e se alimentam, tanto na água como na terra. No ambiente aéreo, a respiração é pulmonar; embaixo d'água, a respiração se dá através da pele.

Na classe Amphibia há, basicamente, duas grandes ordens. Uma, reunindo aqueles que não apresentam cauda, como sapos e pererecas; e outra, denominada Caudata ou Urodela, que compreende os de cauda. Estes é que são popularmente conhecidos no Brasil como Salamandras.

Às vezes podemos ouvir falar em Tristões, da mesma ordem das Salamandras. Estes pertencem ao gênero Triturus, e preferem a vida na água. No Brasil, raramente são encontrados à venda. Em cativeiro, recebem os mesmos cuidados que as Salamandras.

Conta-se que, no decorrer dos tempos, as Salamandras foram alvo de lendas entre povos antigos. Eram confundidas com pequeninas criaturas mitológicas que viviam nas chamas, os "elementais do fogo". Tudo porque eram vistas saindo às pressas das fogueiras. É que, na natureza, costumam habitar troncos caídos, que poderiam ser usados como lenha.

Primitivas e lendárias, às vezes parecem miniaturas dos grandes répteis pré-históricos; em outras ocasiões são chamadas de lagartixas. Por não serem muito conhecidas no Brasil, a sua figura, a princípio, pode causar uma certa estranheza. Aos poucos, no entanto, vai ganhando admiradores.